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Taquara, RS, Brasil

ITAIPU BIDIRECIONAL


Esta é a primeira publicação de uma série chamada Atividade Prática que tem como objetivo compartilhar com os leitores os assuntos estudados nas disciplinas durante o curso de engenharia elétrica.

RESUMO

Este documento apresenta uma breve análise do princípio de funcionamento de uma usina hidrelétrica; o funcionamento da Itaipu; sistema de geração da Itaipu; e sistema de transmissão da Itaipu. Sobre o sistema de distribuição de energia elétrica é apresentada uma análise do sistema da cidade de Taquara-RS. O estudo foi realizado com base em estudos bibliográficos e não a pretensão de esgotar o assunto, mas sim trazer elementos para compreensão e análise do sistema de geração e de transmissão de energia elétrica gerada pela usina hidrelétrica de Itaipu, bem como o sistema de distribuição de energia na cidade local.

Palavras-chave: Usina hidrelétrica, Geração, Transmissão, Itaipu.

INTRODUÇÃO

A energia elétrica tem sido uma das principais fontes de energia utilizada no mundo. Com o avanço das tecnologias e o aumento da população, o consumo de energia tende a aumentar ainda mais. Por outro lado, a tecnologia traz inovações que permitem criar formas de geração e utilização da energia que visam potencializar o uso das energias renováveis, as quais representam 83% da capacidade instalada de geração da energia elétrica brasileira, segundo relatório do Ministério de Minas e Energia de 2020.

Para construir uma usina hidrelétrica é necessário levar em consideração os impactos sociais e ambientais decorrentes da sua construção. No entanto, por utilizar tecnologia já consolidada, fonte de energia limpa e o baixo custo de operação e manutenção têm sido a melhor opção em termos de geração de energia elétrica.

Este documento tem como objetivo trazer uma breve análise do princípio de funcionamento de uma usina hidrelétrica; funcionamento da Itaipu; sistema de geração da Itaipu; e sistema de transmissão da Itaipu. Para melhorar o entendimento do sistema de distribuição de energia elétrica é apresentada uma análise do sistema são apresentados os resultados de uma análise do sistema de distribuição da cidade de Taquara-RS.

O estudo foi realizado com base em estudos bibliográficos e não tem a pretensão de esgotar o assunto, mas sim trazer elementos relevantes para compreensão e análise do sistema de geração e de transmissão de energia elétrica gerada pela usina hidrelétrica de Itaipu, bem como o sistema de distribuição de energia na cidade local.

OBJETIVO

Trazer uma breve análise do princípio de funcionamento de uma usina hidrelétrica; funcionamento da Itaipu; sistema de geração da Itaipu; e sistema de transmissão da Itaipu.

DESENVOLVIMENTO

A primeira etapa do estudo foi realizar uma análise do princípio de funcionamento de uma usina hidrelétrica, onde são identificados os componentes principais de uma usina. A partir desta análise o estudo foi direcionado ao funcionamento, geração e transmissão da usina de Itaipu. Para melhorar a compreensão sobre os sistemas de distribuição de energia é apresentada uma análise do sistema de distribuição da cidade de Taquara, no Rio Grande do Sul.

PRINCÍPIO DE FUNCIONAMENTO DE UM A USINA HIDRELÉTRICA

O princípio de funcionamento de uma usina hidrelétrica é baseado no processo de conversão de energias, mas para realizar este processo é necessário que a água esteja em um nível superior em relação aos demais componentes que compõem os sistemas de conversão utilizados em usinas hidrelétricas. Uma usina hidrelétrica é composta, basicamente, de barragem, sistemas de captação e adução de água, casa de força e vertedouros (TOLMASQUIM, 2016).

Para facilitar o entendimento a figura 1 ilustra um circuito hidráulico de adução e geração.

Figura 1 - Ilustração de uma usina hidrelétrica (PEREIRA, 2015).

A água armazenada no reservatório é conduzida através do conduto forçado até as turbinas que são acopladas aos geradores elétricos. Deste modo a energia potencial da água é convertida em energia cinética por meio das turbinas e a conversão da energia mecânica das turbinas acopladas aos geradores em energia elétrica (GRIGSBY, 2007). O desnível entre os volumes de água do reservatório e do canal de fuga representa um potencial energético aproveitado nas usinas hidrelétricas (TOLMASQUIM, 2016).

As usinas hidrelétricas são construídas de acordo com as características do local de sua construção, levando em consideração a topologia e as condições geológicas, e são classificadas como: usina a fio d’água, usina com reservatório de acumulação e usina reversível.
  • Usina a fio d’água: não possui reservatório, utiliza o fluxo disponível para geração;
  • Usina com reservatório de acumulação: possui reservatório para acumular água para uso em tempos de estiagem, com fluxo controlado;
  • Usina reversível: possui reservatório para acumular água (nível superior) e pode bombear parte da água que fui utilizada (nível inferior) de volta para o reservatório de acumulação, permitindo sua reutilização no processo de geração.
A energia elétrica tem sido uma das principais fontes de energia utilizada no mundo e usinas hidrelétricas possuem uma tecnologia já consolidada, com fonte de energia limpa, com baixo custo de operação e de manutenção, e têm sido a melhor opção em termos de geração de energia elétrica.

Com avanço das tecnologias e o aumento da população, o consumo de energia tende a aumentar ainda mais. Por outro lado, a tecnologia traz inovações que permitem criar formas de geração e utilização da energia que visam potencializar o uso das energias renováveis, as quais representam 83% da capacidade instalada de geração da energia elétrica brasileira (MME, 2020).

Tabela 1 - Fontes renováveis instaladas no Brasil (MME, 2020).

Levando em consideração os impactos socioambientais causados pelas usinas hidrelétricas, novas pesquisas são realizadas para utilizar novas tecnologias que viabilizem o uso de outras fontes de energias renováveis. No entanto, independentemente da fonte de energia utilizada, sempre haverá fatores positivos e negativos diante as novas instalações de uma usina para geração de energia elétrica.

Na década de 80, a Resolução 01/1986 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA), ficou critérios básicos e diretrizes gerais para a avaliação de impacto ambiental. Desde então o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e o Relatório de Impacto Ambiental (RIMA) tornou-se obrigatório para usinas de geração de eletricidade, com capacidade de geração acima de 10MW, de qualquer que seja a fonte de energia primária.

FUNCIONAMENTO DA ITAIPU

A usina de Itaipu é a segunda maior usina hidrelétrica do mundo. É uma empresa binacional, localizada no rio Paraná, construída na fronteira entre Brasil e o Paraguai. O empreendimento teve o início das obras em 1975 e durou até 1982. Sua operação iniciou no dia 05 de maio de 1984 e até dezembro de 2019, segundo o Relatório Anual (2019) produziu o equivalente acumulado à 2.688.207 GWh em energia elétrica. Em 2016 atingiu o recorde por ultrapassar a marca de 103 milhões de MWh em geração de energia (ITAIPU, 2020).

Através da figura 2 podemos ter ideia da dimensão da usina hidrelétrica Itaipu, com uma barragem tem extensão de 7919 metro e altura máxima de 196 metros. A barragem tem um desnível 120 metros e possui 20 comportas por onde é realizada a tomada de água que conduz através dos condutos forçados de 10,5 metros de diâmetro interno e comprimento de 142 metros. A água é conduzida até a caixa espiral que faz a turbina girar (DTIB, 2009).

O vertedouro tem 362 metros largura e 483 metros de comprimento e tem a função de descarregar o excesso de água que o reservatório pode acumular. As 14 comportas podem liberar um volume de água equivalente a 62.200 m³/s que é 40 vezes maior que a vazão média das Cataratas do Iguaçu.

Durante o período de construção da usina, o vertedouro funcionou sem interrupção até a instalação completas das 20 unidades de geração.

Figura 2 - Vista aérea da usina hidrelétrica Itaipu (ITAIPU, 2020).


Figura 3 - Estrutura da barragem (ITAIPU, 2020).

SISTEMA DE GERAÇÃO DA ITAIPU

A usina hidrelétrica de ITAIPU produziu em 2016 mais de 103 milhões de MWh. Possui 20 unidades geradoras instalada, compostas por turbinas do tipo Francis de eixo vertical, com capacidade individual de 700MW de potência, constituem um total de 14.000 MW de potência instalada, sendo 10 unidades para gerar 11,3% da energia consumida no Brasil, com frequência de 60Hz, e 10 unidades para gerar 88,1% da energia consumida no Paraguai, com frequência de 50Hz (ITAIPU, 2020).

Figura 4 - Ilustração da casa de força (ITAIPU, 2020).

Na parte superior da barragem as comportas conduzem o fluxo de água através do contudo forçado até a caixa espiral e através do pré-distribuidor direciona a água na entrada da turbina. A turbina é acoplada ao gerador através de um eixo vertical de 5,5 metros de altura e 3,7 metros de altura (DTIB, 2009).

Na Casa de Força estão alojados as máquinas e equipamentos eletromecânicos responsáveis pela produção de energia, tais como caixa espiral, a turbina, o gerador, o sistema de excitação e o regulador de velocidade. A casa de força é prevista para facilitar a montagem e desmontagem dos equipamentos visando facilitar e simplificar a operação e manutenção de suas partes (SCHREIBER, 1977).

Figura 5 – Registro do pré-distribuidor durante sua fabricação.

Figura 6 - Eixo da turbina, registrado em visita técnica em 2014.

SISTEMA DE TRANSMISSÃO DE ITAIPU

A unidades geradoras da usina geram a energia a uma tensão 18kV que é transformada na casa de força para 500kV. A energia produzida então é transmitida para os pontos de conexão do sistema brasileiro e paraguaio.

No lado brasileiro a transmissão é realiza por quatro linhas de 500kV, em frequência de 60Hz, para subestação de Foz do Iguaçu, localizada na margem esquerda. Partindo de Foz do Iguaçu, três linhas de 765 kV transmitem a energia produzida até a região de São Paulo, na subestação Tijuco Preto (há duas subestações intermediárias, Ivaiporã e Itaberá). No lado paraguaio a transmissão é realizada por quatro linhas de 500kV, em frequência de 50 Hz, para subestação da margem direita. Parte da energia é transmitida ao Paraguai através de quatro linhas de 220kV. A energia excedente é transmitida para subestação de Foz do Iguaçu que converte esta energia para corrente contínua e transmite para região de São Paulo através de duas linhas de 600kV em alta tensão contínua (ITAIPU, 2020).

Figura 7 - Sistema de interligação das subestações de Itaipu.

A partir da subestação de Foz do Iguaçu, as linhas de transmissão de 230kV seguem para diversas regiões do País. Segundo o Mapa Geoelétrico da ONS (2019), na figura 8, é possível observar as linhas de transmissão distribuídas na Região Sul. As linhas passam por várias subestações que interligam os sistemas elétricos dos estados.

Figura 8 - Sistema de transmissão do sul do Brasil (ONS, 2019).

A figura 9 ilustra os sistemas de transmissão de energia do Paraguai. Diferentemente do Brasil, as linhas de maior tensão são transmitidas em 220kV.

Figura 9 - Sistema de transmissão no Paraguai (DTIB, 2009).

SISTEMA DE DISTRIBUIÇÃO NA CIDADE DE TAQUARA-RS

O sistema de distribuição de energia da cidade de Taquara, no Rio Grande do Sul, é proveniente de duas subestações instaladas na cidade. A subestação ilustrada na figura 10 recebe uma linha de transmissão de 230kV, proveniente da subestação CAXIAS II. Na figura 11 temos a subestação que recebe uma linha de transmissão de 138kV, proveniente de três usina hidrelétricas de pequeno porte instaladas na região da Serra Gaúcha.

Figura 10 - Subestação Taquara II de 230kV.

Figura 11 - Subestação Taquara I de 138kV.

Na figura 12 nota-se em detalhe as linhas de transmissão e interconexões das subestações localizadas na Região Metropolitana de Porto Alegre, Vale dos Sinos, Vale do Paranhana e Serra Gaúcha.

Figura 12 - Detalhe do mapa geoeletrico (ONS, 2019).

A partir das subestações Taquara I e Taquara II, interligadas entre si, dois transformadores de 42 MVA rebaixam a tensão para rede de distribuição urbana em Média Tensão (MT) de 13,8kV trifásico. As linhas de MT seguem para os bairros que possuem transformadores que rebaixam a para tensão de rede que é distribuída para as indústrias e consumidores em geral, conforme ilustra a figura 13.

Figura 13 - Transformador rebaixador de tensão.

CONCLUSÃO

A usina hidrelétrica de Itaipu é sem dúvida um dos maiores empreendimentos de engenharia já construído no Brasil. Apesar de estar em operação a mais de 35 anos, sua produção de energia tem sido muito significativa para o sistema energético brasileiro. Sua construção tem sido de suma importância para os estudos de engenharia acerca dos sistemas de geração, transmissão e distribuição de energia.

O estudo foi realizado com base em estudos bibliográficos e não pretende esgotar o assunto, mas sim apresenta elementos relevantes para compreensão e análise do sistema de geração e de transmissão de energia elétrica gerada pela usina hidrelétrica de Itaipu, bem como o sistema de distribuição de energia na cidade de Taquara, no Rio Grande do Sul.

REFERÊNCIAS

TOLMASQUIM, Mauricio Tiomno. Energia Renovável: Hidráulica, Biomassa, Eólica, Solar, Oceânica. EPE: Rio de Janeiro, 2016.

PEREIRA, Geraldo Magela. Projeto de usinas hidrelétricas passo a passo. São Paulo: Oficina de Textos, 2015.

GRIGSBY, Leonard Lee. Electric power generation, transmission, and distribution. CRC Press: 2007.

Ministério de Minas e Energia. Boletim Mensal de Monitoramento do Sistema Elétrico Brasileiro. MME: Abril, 2020.

Conselho Nacional do Meio Ambiente. Resolução nº 1: Critérios básicos e diretrizes gerais para a avaliação de impacto ambiental. CONAMA: Publicada no DOU, de 17 de fevereiro de 1986, Seção 1, páginas 2548-2549.

Diretoria Técnica da Itaipu Binacional. Itaipu: usina hidrelétrica – projeto: aspectos de engenharia. DTIB. Foz do Iguaçu: Itaipu Binacional, 2009.

SCHREIBER, Gerherd Paul. Usinas hidrelétricas. Rio de Janeiro, 1977. Operador Nacional do Sistema Elétrico. Mapa Geoeletrico < http://www.ons.org.br/Mapas/MapaGeoeletrico_RededeOperacao_Brasil_2019.pdf >. Acesso em: 20 jul. 2020.

ITAIPU. Nossa História. Disponível em: < https://www.itaipu.gov.br/nossahistoria>. Acesso
em: 20 jul. 2020.

CURSO GRATUITO - INDUSTRIA 4.0



O Centro Senai de Educação a Distância lançou recentemente o curso online gratuito “Desvendando a Indústria 4.0”, que tem como objetivo apresentar ao aluno uma introdução ao tema e a obtenção da base conceitual das tecnologias habilitadoras que suportam a Indústria 4.0.
De acordo com o site do SENAI, para participar alguns requisitos são necessários:
  • Ter no mínimo 14 anos de idade
  • Estar cursando o Nível Fundamental a partir da 6ª série
  • Ter acesso a computador com acesso à internet
  • Possuir email pessoal
  • Conhecimentos em Informática básica

Confira os principais tópicos ensinados ao decorrer do curso:

  1. Indústria 4.0
  2. Evolução Industrial
  3. Internet das Coisas
  4. Big Data
  5. Robótica Avançada
  6. Segurança Digital
  7. Computação em Nuvem
  8. Manufatura Digital
  9. Manufatura Aditiva
  10. Integração de Sistemas

Como se inscrever gratuitamente

Ficou interessado? Para saber mais informações ver o calendário de turmas para o curso “Desvendando a Indústria 4.0”, basta acessar essa página e realizar a inscrição gratuitamente. Lembrando que as vagas para cada turma são limitadas.
Fonte e Créditos: Portal do Senai

PROJETO DE AMPLIFICADORES VALVULADOS

Olá Pessoal!

Tenho estado bastante envolvido com o trabalho, faculdade e em especial com minha filha que já completou 1 ano. No entanto, vou levando os projetos de final de semana em passos lentos para não parar. Hoje enquanto estava fazendo meu backup encontrei um arquivo onde salvei um link bem interessante para quem gosta de montar ou é admirador de amplificadores valvulados. Entre os projetos, de grandes marcas conhecidas, alguns são de estado sólido mas a maioria são valvulados.

http://bmamps.com/Tech_sch.html


Um abraço.

CURSO DE ANTENAS - DIAGNÓSTICOS E SOLUÇÕES

Fonte: LABRE-RS

CARREGADOR DE BATERIAS COM MATERIAL DE SUCATA

Olá Pessoal,

Apresento mais um projeto simples, barato e funcional. A ideia foi construir um carregador de baterias com material de sucata.



Imagino que já tenham visto em lojas de autopeças vários tipos de carregadores de bateria. Desde aqueles que utilizam uma lâmpada e um diodo retificando diretamente a tensão da rede elétrica como aqueles bem sofisticados com ajuste de corrente de carga da bateria, com instrumentos para indicar a tensão e a corrente da bateria. 

Ao final das contas o que queremos de um carregador de baterias é que ele faça o que promete, carregue a bateria sem danificá-la e sem a necessidade de supervisão para o processo de carga.

Vamos ver o esquema:


Como funciona:

O transformador rebaixa a tensão da rede elétrica para 15VAC. Os diodos formam uma ponte retificadora de onda completa e C1 filtra a tensão retificada para reduzir ao máximo o ripple. O regulador IC1 tem função apenas de regular em 12V a tensão para alimentar um pequeno ventilador. LMP1 é destas utilizadas em farolete de caminhão, com tensão de 24V, porque se ocorre a inversão de polo na hora de conectar o carregador na bateria  não haverá dano ao carregador nem a bateria.

Como toda bateria tem uma curva de carga específica, que pode variar conforme o fabricante, a lâmpada tem a função de ajustar a corrente de carga da bateria conforme a demanda, ou seja, quando o processo de carga está no início a corrente de carga é maior permanecendo assim até a bateria atingir a tensão nominal. Quando a bateria atinge a tensão nominal a corrente de carga vai diminuindo gradativamente. Esta variação pode ser percebida ao longo do processo de carga. 

Material utilizado:
1 Transformador de 15VAC/4A.
1 Ponte Retificadora para 4A (pode ser utilizado 4 diodos 1N5408 ou equivalente)
1 Capacitor Eletrolítico de 4700uF/35V.
1 Regulador de tensão tipo LM7812.
1 Ventilador de 12VCC.
1 Lâmpada de 24V/55W (lâmpada de farolete de caminhão).
1 Gabinete de fonte de computador
2 Garras tipo jacaré


Fotos do carregador:

Prepare um gabinete de fonte de computador. Retire a placa e deixe apenas os conectores de entrada e saída de rede AC, a chave seletora de tensão e o ventilador de resfriamento.


Nesta montagem foi mantido o aterramento do gabinete e a tomada auxiliar foi ligada junto ao conector de entrada AC.



Recomenda-se utilizar algum dispositivo de proteção para os cabos de saída até a bateria, para evitar que fique raspando os cabos no gabinete podendo causar curto circuito .




Visto pela parte traseira.


Visto pela para frontal.


Como podemos ver o projeto é simples e não requer habilidades especiais para sua montagem, apenas certo conhecimento em eletrônica, entusiasmo e criatividade.

Aos que se animaram, uma ótima montagem.

Abraço.

Para baixar os arquivos deste projeto acesse:
https://onedrive.live.com/?cid=5E8E07978949298A&id=5e8e07978949298a%21392

COMO MEDIR A POTÊNCIA DE UM AMPLIFICADOR


Olá Pessoal!

No dia 18 de junho de 2014 publiquei imagens da montagem de uma ferramenta simples, uma carga resistiva para auxiliar na hora de realizar um conserto ou até mesmo fazer ensaios em um amplificador para identificar sua potência de saída. Antes de descrever o procedimento de utilização da carga, gostaria de fazer um breve comentário sobre potência.

Quando falamos em potência de amplificador é comum pensar em potência RMS ou ainda potência real. Há também, talvez nem tão conhecidas, outras unidades para expressar a potência de um amplificador como potência IHF, de pico ou musical e potência de pico a pico ou PMPO. Todas expressam a mesma coisa, potência, mas em unidades diferentes, como por exemplo, uma distância que pode ser expressa em metro ou centímetros.

Mas afinal, como medir a potência de um amplificador usando uma carga resistiva?

Então vamos lá. Para medir a potência RMS de um amplificador precisamos do seguinte: um gerador de sinais, osciloscópio, multímetro e carga resistiva.

IMPORTANTE: o multímetro deve ser TRUE RMS.

Faça a seguinte sequência: 

1 - Ligar na entrada do amplificador um gerador de sinais. Selecionar forma de onda senoidal e frequência de 1KHz.

2 - Ligar na saída do amplificador a carga resistiva (com resistência igual à impedância de saída do amplificador).

3 - Conectar a ponteira do osciloscópio junto aos terminais da carga, positivo e negativo respectivamente.

4 - Certifique-se de que o amplificador esteja com o volume mínimo, que o osciloscópio esteja selecionado para uma tensão de entrada de pelo menos 50V e que a amplitude de saída do gerador esteja no mínimo.

5 - Ligar os instrumentos e o amplificador. Aguardar alguns segundos para os equipamentos estabilizarem. Em seguida colocar o volume do amplificador no máximo.

6 -  Aumentar o nível de amplitude do gerador de sinais, lentamente, observando o aumento do nível de saída através do osciloscópio, até atingir o ponto de máxima excitação (ligeiramente antes do início da saturação).

7 - Medir a tensão VAC sobre a carga resistiva com o auxílio do multímetro. Alguns osciloscópios permitem realizar medida de tensão RMS. No caso se utilizar o multímetro, não esquecer que o mesmo deve ser TRUE RMS.

Para calcular a potência usaremos a lei de Joule para obter a potência que está sendo medida.

P = (V x V) / R

Onde, 

P = Será a potência medida.
V = Tensão em volts medida sobre a carga.
R = Resistência em ohms da carga.

Exemplo:

P = (20 x 20) / 8 = 50Wrms

Simples, não é mesmo?

Legal. O objetivo foi apresentar de uma forma simples a verificação da potência RMS de um amplificador. Ainda podem ser utilizadas outras formas de medida, com resultados mais precisos, no entanto, o procedimento descrito é bastante eficiente.

Até logo!

Abraço.

Referências:

Braga, Newton C. Som Amplificadores & Cia. Editora Saber Ltda. São Paulo - 1994.
Vassallo, Francisco R. Manual de Caixas Acústicas e Alto-Falantes: Teoria, Funcionamento, Exemplos Práticos para Profissionais e Amadores. Editora Hemus Ltda. São Paulo - 2005.

CARGA RESISTIVA PARA TESTE DE AMPLIFICADORES


Olá Pessoal!

Já faz algum tempo que tenho montado alguns amplificadores e ao final de cada montagem costumo fazer alguns ensaios para verificar o nível de distorção, potência (Wrms), o desempenho em determinadas faixas de frequência, etc. 




Para testar um amplificador, seja depois de uma montagem ou até mesmo depois de um conserto, normalmente a primeira coisa que nos ocorre é ligar uma caixa de som na saída do amplificador e aplicar em sua entrada um player de CD para ouvir o resultado, no entanto, desta forma não é possível verificar parâmetros importantes. Para resolver esta situação, montei uma carga resistiva, que substitui a caixa de som durante os testes. Como podemos ver no esquema abaixo trata-se de um circuito muito simples, baseado em associação série/paralelo. São apenas oito resistores  de 15 ohm / 20W cada. 



Como funciona

A associação paralela dos resistores R1 a R4 totaliza uma resistência de 3,75 ohm, assim como a associação dos resistores R5 a R8. No meu caso utilizei resistores com tolerância de 10% (os mais comum no comércio especializado) e as resistências resultantes nas associações foram de 3,9 ohm e 1,95 ohm com S1 fechada.

Exemplo:
Resistência_equivalente_1 = 1 / (1/R1) + (1/R2) + (1/R3) + (1/R4) = 3,75 ohm (entre A e C).
Resistência_equivalente_2 = 1 / (1/R5) + (1/R6) + (1/R7) + (1/R8) = 3,75 ohm (entre A e B).

A chave S1 tem a finalidade de colocar todos os resistores em paralelo, totalizando uma resistência de 1,875 ohm (entre A e BC).
Obs: Se não quiser colocar S1, basta interligar os pontos B e C nos bornes fora da caixa.

IMPORTANTE: A potência total da carga vai depender da potência dos resistores utilizados e da forma como estiverem associados, ou seja, se estiver sendo utilizada para 2, 4 ou 8 ohm.

Agora uma dúvida, para fazer os ensaios a carga resistiva não deveria totalizar valores como 2, 4 ou 8 ohm? Sim, o correto seria porém testamos tratando de um projeto caseiro, que utiliza componentes de baixo custo, com pouca precisão e que são fáceis de encontrar no comércio. Podemos melhorar o projeto utilizando componentes mais precisos, ajustar os valores para que a associação resulte em valores mais adequados, no entanto, acredito que o custo benefício/aplicação deve ser considerado.

Passo a passo da montagem

Reuni alguns resistores, uma placa padrão e uma caixinha de alumínio.



Os resistores devem ser soldados afastados da placa devido ao calor que será gerado durante o uso.


Fixado os suportes da placa e os fios de ligação dos pontos A, B e C.




Na tampa da caixa coloquei um pequeno ventilador, destes usados em fonte de computador, e também bornes para facilitar a ligação da carga ao equipamento em teste.


O ventilador foi fixado de forma que, quando ligado, retira o ar quente da caixa auxiliando na dissipação dos resistores.


Com a caixa pronta, todos os componentes montados, coloquei um JACK P2 para ligar uma fonte externa de 12V / 250mA que alimenta o ventilador.



E ai está o resultado final do projeto. Uma ferramenta fácil de montar, com custo baixo e que pode auxiliar bastante na hora de efetuar um conserto ou fazer ensaios em amplificadores.



E agora, como verificar a potência de um amplificador utilizando uma carga resistiva? Bem, este é um assunto muito interessante que veremos em breve. 

Espero que tenham gostado do projeto.

Abraço.

Para baixar os arquivos deste projeto acesse:

PLUVIÔMETRO AUTOMÁTICO - CONSTRUÇÃO CASEIRA

Olá pessoal,

Vamos fazer mais uma montagem? Que tal montar uma estação meteorológica? Só não vale comprar os sensores prontos. O desafio é construir tudo, sensores e coletor de dados. Eu já iniciei o projeto, quem se anima? Legal, vamos ver como ficou a montagem do pluviômetro que fiz, mas antes vamos conhecer um pouco mais sobre este equipamento.




O pluviômetro é um sensor de precipitação, em outras palavras, um equipamento que mede o volume e/ou taxa de precipitação (chuva). O funcionamento é baseado na amostragem proporcional da área de captação, ou seja, a área de captação do sensor é um percentual de uma área determinada. Para cada 1 mm de chuva em uma área de 1 metro quadrado teremos 1 litro de água (100cm x 100cm x 0,1cm = 1.000 cm cúbicos = 1 litro).

Existem diversos modelos de pluviômetros que variam especialmente a forma de registrar a precipitação. O pluviômetros mais comuns são os convencionais que utilizam uma proveta graduada para acumular e registrar o volume de precipitação em um determinado período. Esse modelo exige que o volume de precipitação acumulado seja observado e descartado periodicamente, para evitar o transbordo da proveta. 

Os pluviômetros automáticos (conhecidos também como eletrônicos ou digitais) são semelhantes aos modelos convencionais, porém ao invés de acumular o volume continuamente em uma proveta, a precipitação é direcionada a um sistema de báscula onde pequenos volumes são acumulados e quando descartados, um conjunto mecânico transforma o movimento da báscula em um pulso/sinal eletrônico que é enviado a um circuito eletrônico que processa e registra este pulso/sinal (cada pulso/sinal corresponde a um percentual da precipitação de um metro quadrado). Estes dados podem ser verificados instantaneamente ou armazenados em um banco de dados, permitindo a formatação dos dados em forma de relatório.

Vejam o resultado!

A base do sistema basculante foi feita de um tubo quadrado de alumínio, com 80 mm de comprimento, 35 mm de largura e 25 mm de altura.



A báscula tem 110 mm de comprimento e 36 mm de altura (ponto mais alto). No centro foi colado um eixo de aço prata (encontrado em sucata de unidades de CD player) e uma haste que acionará o sensor óptico, responsável por gerar o pulso enviado ao coletor de dados.


No centro da báscula há um separador, com 30 mm de base, 33 mm de altura e 25 mm de largura (distância das laterais da báscula).


A báscula é fixada através de duas cantoneiras, com 65 mm de altura e 19 mm de largura, que por sua vez são fixadas na base do sistema basculante. O sensor óptico não é crítico, pode ser utilizado qualquer modelo disponível.



Nas imagens seguintes podemos ver o conjunto mecânico montado. Os parafusos fixados abaixo das extremidades da báscula são para ajustar o balanceamento do conjunto, pois báscula deve movimentar para ambos os lados com o mesmo volume de água.



Abaixo temos o suporte de fixação do sistema basculante, que também servirá de suporte para fixar o pluviômetro montado em um mastro, que ficará exposto a precipitação. 


Para construção do suporte foi utilizado um tubo quadrado de alumínio, com 80 mm de comprimento, 35 mm de largura e 25 mm de altura. A parte escura, suporte do sistema basculante, é feito a partir de um círculo de madeira com 145 mm de diâmetro, cortado com 80 mm de comprimento  (comprimento da base do sistema basculante).


Detalhe do suporte para fixação no mastro.

 Detalhe do sistema basculante fixado na base de madeira.

Para montagem do coletor de precipitação foi utilizando um funil de plástico com uma boca de 185 mm,  colado em um tubo de PVC de 150 mm de diâmetro por 320 mm de altura. O coletor é colocado sobre o sistema basculante e fixado nas laterais da base de madeira com parafusos.



Por fim o resultado final, o pluviômetro pronto para ser instalado. A coleta e registro dos dados será feito com auxílio de um Arduino. O firmware utilizado neste sensor de precipitação será publicado aqui no Blog em breve, pois o mesmo está em fase de testes e verificação. 


O objetivo desta postagem é compartilhar minha experiência na montagem de um pluviômetro automático, longe de querer esgotar o assunto ou firmar verdade absoluta, visando despertar o interesse de hobistas, técnicos ou profissionais em sensores e equipamentos de meteorologia.

Espero que tenham gostado do projeto. Sinta-se a vontade para comentar o assunto.

Um grande abraço.
Mariano

DIMENSÕES PARA CAIXA ACÚSTICA

Olá Amigos,

Entre os apaixonados por som, alguns gostam de construir seus próprios equipamentos, desde o pré-amplificador até a caixa acústica. Na hora de fabricar as caixas acústicas, sempre vem a dúvida sobre as medidas, ou seja, qual é o tamanho adequado para caixa em relação ao alto-falante que possuo? Podemos ser críticos e ir em busca de projetos perfeitos, bem elaborados ou utilizar medidas sugeridas e disponibilizadas em sites dos próprios fabricantes de alto-falantes.

Alguns anos atrás, antes da popularização da internet, era comum revistas apresentarem tabelas fornecidas por fabricantes de alto-falantes, no intuito de promover seus produtos. Como podemos ver, as imagens abaixo foram escaneadas de uma revista bastante antiga. Confira!



No final da publicação podemos ver que quem disponibilizou as medidas foi o fabricante Novik, que faz uma observação quanto a utilização de alto-falantes da marca para garantir o desempenho dos sistemas apresentado, entretanto acredito que testes com outras marcas também são válidos.

Link de alguns fabricantes que disponibilizam projetos de caixa acústica.

Bravox     Eros     Hinor     Keybass     Oversound     Spyder     


Grande Abraço.